sexta-feira, 29 de abril de 2011

PARTO NORMAL - UMA POSSIBILIDADE.

As verdadeiras revoluções começam apoiadas em um convencimento pessoal, num processo de mudança de paradigma, onde a realidade subjetiva é transformada.
Romper paradigams significa desmontar concepções tão arraigadas entre as pessoas comuns e entre especialistas:do parto normal como um "ato arriscado", "imprevisível" e "um sofrimento", e dar novos significados, devolvendo a mulher o direito de decidir sobre a melhor forma de dar a luz, trazendo-a para o centro do acontecimento, sendo ela a protagonista desta história.O grande evento da maternidade, o vínculo que se início diante do primeiro olhar que a mãe imprime sobre o recém-nascido, a afetividade e emoções envolvidas, já são motivos suficientes para tornar esse momento único e especial.
A assistência a mulher em trabalho de parto deverá proporcionar conforto, apoio, e segurança física e emocional, guiando a mulher no curso do trabalho de parto,permitindo e valorizando sua participação nesse processo, de forma a tornar o nascimento do seu filho uma experiência positiva. A dor é tolerável e pode ser mais bem administrada, até amenizada, através de medidas facilitadoras como deambulação, banhos quentes, massagens e principalmente pelo apoio e certeza de que está sendo adequadamente assistida até o momento do parto. O trabalho em equipe é muito importante e a comuniação adequadamente estabelecida gera auto-estima, apoio, conforto, confiança resultando em segurança e satisfação.
O acompanhanmento do trabalho de parto exige uma sólida fundamentação científica e constante atualização, mas nenhum desses requisitos substitui algo que deve ser inerente aos parteiros:um permanente interesse pelo ser humano, em sua individualidade e diversidade.
Todo saber tem capacidade disciplinadora e normatizadora, e a saúde é construída na relação entre saber e poder. Um parteiro deve usar com prudencia o saber,a fim de não transformá-lo em algo nocivo para a parturiente.O trabalho de parto é o processo natural do nascimento não podem ser tratados como uma regra inflexível, mas como um modelo teórico que se atualiza e até se contradiz em cada mulher real.
Enfim, compreender o trabalho de parto, conforme definia Angela Gehrke (1956-2000) parteira alemã que muito influenciou os corações e mentes de obstetrizes brasileiras: "O abraço mais apertado que uma mãe dá em seu filho"...

( Compilado por Eliamar Campos Camargo- Enfermeira Obstetriz do Hospital Geral "Miguel M Gualda" de Promissão)

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